09-08-gilsonbatata 4Foi marcando um gol contra o Corinthians que Gilson Batata despertou o interesse dos dirigentes do USC para contratá-lo, em 2003. O atacante defendia o União Barbarense, de sua cidade Natal, Santa Bárbara d’Oeste, e balançou as redes do Timão em jogo no Pacaembu, pelas quartas-de-final do Paulistão daquele ano. O Corinthians viraria para 2 x 1, mas os cartolas do Uberaba Sport, Públio e Oscar, já estavam decididos a contar com os gols do artilheiro.
 
“O seu Oscar viu o jogo na televisão e procurou o Barbarense. Quando vi, ele estava na minha casa, falando que queria me levar. Eu disse que ia pro Ceará disputar o Brasileiro, ele falou: ‘Pago a proposta. Quero você lá. Estamos montando um time para entrar para a história’. Foi assim que vim para Minas Gerais”, conta o jogador.
 
Foi mesmo um timaço que o USC montou para o Módulo II do Mineiro de 2003. Nomes como Palhinha, Milagres, Moacir, chamavam a atenção do torcedor. O primeiro amistoso preparatório foi contra o Santos, atual campeão brasileiro, no Uberabão. O Peixe ganhou por 5 x 2, e Batata fez os dois gols do Colorado. “Aquele jogo, apesar da derrota, empolgou a torcida, e a cada jogo no Uberabão a confiança ia aumentando e a torcida lotando, era um ‘mar vermelho’. Demorou um pouco pro time acertar, tinha muitos jogadores bons, mas cada um em seu clube, do seu jeito. Mas quando o time encaixou, aí ficou fácil”, comenta o atacante.
 
09-08-gilsonbatata 2Foram 14 gols no Módulo II e o título de artilheiro e campeão. A vítima favorita era o rival Uberlândia: foram quatro gols contra o Periquito na campanha. Logo o jogador se identificou com a torcida. “Eu fazia gols em quase todos os jogos, e a torcida já ia pro campo pensando ‘ele vai fazer’. Tive um carinho muito grande dos torcedores”.
 
Esse carinho proporcionou uma comemoração que foi marca de Gilson Batata no USC. A cada gol, ele desenhava um coração no ar, indo em direção a galera. “Criei essa comemoração no Uberaba, porque foi uma paixão explosiva. Eu desenhava o coração e socava o ar”, conta.
 
Entre várias partidas na campanha vitoriosa, um jogo fácil contra a Ituiutabana ficou marcado. “Eu fui bater um pênalti, escorreguei e chutei pra fora. A torcida na hora começou a gritar ‘Uh, terror, o Batata é matador’. Nunca tinha visto isso. Aquilo me deu forças e depois fiz dois gols, vencemos de 3 a 0”.
 
09-08-gilsonbatata 3Depois do título, Gilson foi pro Brasiliense e depois pro Mogi Mirim. Ainda jogou de novo no Barbarense e até no Uberlândia. Teve mais uma breve passagem pelo USC, de poucos jogos. Depois de encerrar a carreira, queria continuar no futebol. Criou o CAP (Clube Atlético Portal) de Uberlândia, onde foi presidente, técnico e até jogador. Gostou da função de treinador e um dos clubes onde atuou no cargo foi o Uberaba, chegando no decorrer do Módulo II de 2013. “Eu não podia negar, por causa da relação com o torcedor”, comenta. Mas ele não conseguiu salvar o USC, que fazia péssima campanha, do rebaixamento. Fato que não manchou sua história no clube. Em outras passagens pelo Uberabão, sempre teve o reconhecimento da torcida.
 
Hoje Gilson mora em Uberlândia e desenvolve o projeto “Educando para a Vida”, na Igreja Sal da Terra, com mais de 120 crianças de 6 a 15 anos. As lembranças da jornada no Colorado estão gravadas no coração. “Eu tenho um lema, que, quando acerto com algum clube, não vou visando a parte financeira, mas para tentar colocar meu nome na história do clube, sendo campeão, artilheiro ou destaque. Aqui fui tudo isso e ganhei a simpatia da torcida”, conclui.

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