11-08-balduino 1Balduíno é um dos ídolos recentes do Colorado. A trajetória vitoriosa do volante no Uberaba Sport Club começou ainda nas categorias de base, onde ele iniciou, no Juvenil, em 1997, sagrando-se campeão Junior da cidade em 1999, invicto. Em 2000, o atleta foi pro Nacional, onde profissionalizou-se, voltando ao Uberaba em 2007. Já no primeiro ano, comemorou o acesso do Zebu ao Módulo I do Mineiro. “Eu ainda não era titular, jogavam o Dênis e o Júlio César, mas eu entrava em quase todos os jogos. Foi um ano maravilhoso”.
 
Em 2008, Balduíno foi um dos protagonistas, junto com o goleiro Rodolfo, o zagueiro Matheus e o atacante Valderi, da campanha em que o USC conseguiu se manter na divisão de elite do Mineiro.
 
Depois, viriam ventos melhores: foi bicampeão da Taça Minas em 2009 e 2010. Ainda disputou Mineiro, Copa do Brasil, Brasileiro Série D... Ficou no clube até 2011 (saiu e foi para o Oeste-SP, onde conseguiu o acesso à Série C do Brasileiro). Retornou ao Colorado em 2015, quando o clube estava na Terceirona do Estadual, e foi campeão. Era um dos uberabenses do grupo, com o também volante Guilherme, o lateral-esquerdo Juninho, o atacante Chitão.
 
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Em 2016, a equipe não conseguiu o acesso ao Módulo I por pouco. Balduíno pretendia continuar em 2017, mas não foi o que aconteceu. “Achei que ia jogar, mas não me ligaram, só depois que o time estava pronto. Não tinha nenhum jogador da cidade, aí não tem cobrança. Eu, por ser da cidade, cobrava muito dos outros companheiros nos outros anos. Fiquei chateado por não ter sido chamado. Queria ter encerrado no Uberaba no ano do centenário. Ainda estou preparado, treino quase todo dia da semana, o futebol ainda não acabou pra mim”.
 
Conforme Balduíno, foram cerca de 200 jogos com a camisa do USC. Enquanto jogou, se formou em Fisioterapia. Dentro de campo, se destacava pela raça. Foi assim que caiu na graças da torcida. “Sempre entrava com muita vontade, por isso a torcida gostava de mim. E pelo fato de eu ser da cidade, e também pela minha regularidade, eu quase não machucava, nos altos e baixos eu sempre estava”, diz o jogador, que tinha o apelido “Balduíno guerreiro” gritado pela torcida.
 
Ter jogado no rival Nacional não foi problema para o volante em suas jornadas pelo USC. “Foram sete temporadas no Nacional e sete no Uberaba. Acho que por eu ser da cidade e sempre mostrar profissionalismo, a torcida respeita. Um ou outro sempre fala alguma coisa, mas nunca tive rejeição de torcedor. Tem os que brincam, dizem ‘você fica melhor com a nossa camisa’, isso dos dois lados”. No Naça, o jogador conquistou o acesso ao Módulo I em 2001 e o título da Terceirona em 2013.
 
11-08-balduino 2Nos títulos no Colorado, Balduíno sempre foi o capitão. Um que ele lembra de modo especial é o da Taça Minas em 2010, contra o Uberlândia. “Foi muito especial, por ser na casa do adversário, com a torcida deles em peso. Claro que estavam em maioria, mas tinha muito torcedor nosso no Sabiá. Quando chegamos, na entrada da Univerdecidade já tinha carro esperando, estava muito cheio”.
 
O sucesso do jogador nos outros clubes que defendeu, jogando até no Sul, foi devido ao que apresentou no USC. “O Uberaba foi o time que deu uma alavancada na minha carreira. Joguei Mineiro, Brasileiro, Copa do Brasil, fiquei conhecido por ter jogado no Uberaba”, diz ele. Sem dúvida, a raça do capitão fez falta no ano do centenário.

 

 

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