bocha-openmundial3-30-04-2018
José Carlos e o auxiliar Nivaldo comemoram o ouro
 
O paratleta da Adefu (Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba), José Carlos Chagas, sagrou-se campeão no Open Mundial de Bocha, realizada em Montreal, no Canadá, entre os dias 25 e 29.
 
José Carlos, que compete na classe BC1, ganhou a medalha de ouro no individual e ainda foi prata na disputa por equipes.
 
O time de bocha da Adefu/Unimed-Uberaba ainda foi representado pela paratleta Ercileide Laurinda, da classe BC4 (que jogou no individual e nos pares, mas não se classificou para as finais) e pelo auxiliar técnico Nivaldo Vital.
 
Promovido pela BISFed (Boccia International Sports Federation), o Open reuniu 90 atletas de 18 países, em sete torneios: no individual (classes BC1, BC2, BC3 e BC4), por equipes (BC1/BC2) e por pares (BC3 e BC4). A competição, a primeira de nível mundial no ano, conta pontos pra classificação para a Paralimpíada de Tóquio-2020.
 
Vitória pessoal na semi, ouro na final
Na campanha do título, José Carlos venceu as seis partidas que disputou. Na semifinal, triunfo com gostinho especial contra o campeão mundial David Smith, da Grã-Bretanha, por 6 x 3. Na final, o brasileiro derrotou o russo Mikhail Gutnik por 7 x 3.
 
Acompanhando o pupilo à distância, a técnica da Adefu, Janaína Pessato Jerônimo, conta que Zeca estava “arrebentando de felicidade” com a vitória sobre David Smith. “Desde que começou a jogar, ele nunca tinha vencido o Smith, e agora estava com muita sede, com sangue no olho para ganhar, e dessa vez conseguiu quebrar essa barreira”, assinala.
 
bocha-openmundial1-30-04-2018
bocha-openmundial2-30-04-2018
O atleta da Adefu era só felicidade com a vitória sobre Smith na semifinal
 
Zé mandou um áudio para a treinadora, onde deixou clara a emoção. “Consegui ganhar do campeão do mundo. Eu sou capaz, Jana! Agradeço a vocês todos da Adefu”, diz o campeão na mensagem.
 
O auxiliar Nivaldo Vital relata que o rival elogiou o brasileiro. “O Smith fez uma declaração a um jornal daqui, elogiando o José Carlos, e disse que passou para ele a responsabilidade de ser o melhor do mundo”, destaca.
 
A conquista do ouro deixou Janaína com a sensação de dever cumprido, mesmo não acompanhando mais José Carlos na Seleção – depois de mais uma década defendendo o Brasil, ela abriu mão de ser convocada após a Paralimpíada de 2016, deixando o esporte de alto rendimento para ficar só na base.
 
“Pela primeira vez estou acompanhando de fora, e a emoção é muito grande de saber que o atleta continua. É importante que outras pessoas vão chegando. Tem um momento que temos que falar ‘chega’, daqui pra frente o atleta segue em frente, ele precisa da gente aqui, mas lá (na Seleção) precisa de outras pessoas”, ressalta. “Temos que ter a sensibilidade de saber o momento certo de parar e cuidar da vida da gente fora das quadras, mas ficamos com o coração apertadinho”, completa.
 
Brasil campeão
O Brasil, que participou do Open com 11 jogadores, nas sete disputas, foi o primeiro colocado no quadro de medalhas, com três ouros e uma prata.
 
Na competição individual, além de Zé, também foi ouro Maciel Santos, da classe BC2, que na final bateu um atleta de Hong Kong.
 
O terceiro ouro veio nos pares BC3, com Antônio Leme, Evelyn de Oliveira e Evani Calado vencendo a Austrália. E a prata foi para a equipe BC1/BC2, com José Carlos, Maciel Santos, Natali de Faria, Paulo Noronha e Guilherme Moraes, com o Japão sendo o campeão.
 
A Grã-Bretanha foi a segunda colocada geral, com dois ouros e dois bronzes. Em terceiro lugar no quadro de medalhas ficou Hong Kong, com um ouro e uma prata.
 
Fotos: Ande

Busca 

Parceiros 

boxe anuncie-2

boxe jardimjulia

boxe river

boxe drogariacardoso

boxe elo-engenharia

boxe disk-canecas

Scroll to top