kick-pan-mariana-18-10-2018
Dona de títulos importantes, Mariana não pode dedicar-se só ao esporte
 
Os atletas da equipe uberabense Ilton Fighters que se classificaram para o Pan-Americano de Kickboxing no México não disputarão a competição. Sem patrocínio, sem condições de bancarem os custos para estarem no campeonato que acontece em Cancun, entre os dias 23 e 28 deste mês, eles ficarão fora, lamentando a falta de apoio.
 
São sete lutadores que garantiram vaga no Pan, via Brasileiro ou Copa Brasil. Como todas as despesas ficam por conta dos atletas e a empreitada é “salgada”, nenhum terá como encarar o desafio. Os gastos com viagem, hospedagem e alimentação ficariam em torno de R$ 5 mil a R$ 7 mil.
 
Entre os que tiveram que desistir está a atleta e professora Mariana Rodrigues, que mesmo com uma carreira vitoriosa, não tem patrocinadores. Ela conta que desde que começou a participar de competições, há mais de dez anos, sempre teve que colocar a mão no bolso. Nas poucas vezes em que recebeu patrocínios, não cobriam todas as despesas.
 
Praticante de artes marciais há 18 anos, Mariana, que já passou pelo jiu-jitsu e MMA e hoje luta kickboxing e muay thai, tem um currículo é invejável. No kickboxing, são três títulos brasileiros, dois sul-americanos e um pan-americano. No muay thai, é bicampeã mineira. Apesar de tantas conquistas, ela não consegue se dedicar só ao esporte. Uma realidade, aliás, da maioria dos atletas amadores.
 
“No caso do Pan-Americano, por ser uma viagem longa e muito cara, é difícil. Tenho minha academia, preciso me dedicar à empresa, que é de onde tiro meu sustento. Essa é a realidade de toda a equipe. Atletas maravilhosos que começam a despontar, precisam se dedicar a emprego, faculdade, alguma coisa que vai dar dinheiro para eles, e acabam tendo que deixar o esporte”, comenta, resignada. “É muito triste não poder participar por falta de apoio do poder público e do empresariado. Algumas empresas apoiam, mas com poucos recursos. Continuo participando de campeonatos por amor”, assinala.
 
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Ilton e Mariana lamentam falta de apoio
 
O mestre Ilton Donizete acompanha as dificuldades dos alunos, mas não desanima. Ele já pensa em soluções para garantir a presença dos atletas nas competições do próximo ano.
 
“A gente sabe que o país não passa por uma situação financeira boa, ninguém hoje está com uma situação fácil para desembolsar 7 mil reais para ajudar um atleta, porém fico constrangido porque sei que as entidades governamentais que deveriam ajudar os atletas não contribuem”, explana. “Mas para o ano que vem já temos um projeto, com alguns pais vamos fazer algumas atividades paralelas para não deixar de participar por falta de apoio”, diz.
 
Fotos: Carlos Eduardo Lopes e acervo pessoal

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