amador-volta-01-09-2020
Temporada deve ter módulos A e B do Amador unidos
 
O que antes parecia absurdo está cada vez mais perto de se concretizar. Em meio à pandemia de Covid-19, o futebol amador pode voltar ainda esse ano em Uberaba.
 
Caso a incidência da doença no Triângulo do Sul pelo menos continue como se encontra atualmente, a tendência é que a região passe para a onda verde do Minas Consciente – o plano do Estado de combate ao coronavírus – daqui a cerca de duas semanas. Assim, a cidade deixaria a fase amarela e entraria na faixa mais flexível do programa, em que os esportes coletivos são permitidos.
 
As modalidades coletivas de forma recreativa (os famosos rachas) devem ser liberadas ainda mais cedo, na onda amarela, a etapa intermediária da retomada.
 
Se o futebol amador pintar mesmo, claro, não será como antes, tendo que haver uma série de adequações. Em papo com o REPLAY, o presidente da Liga Uberabense de Futebol, Roberto Carlos Fernandes, expôs as medidas que deverão ser adotadas.
 
Calendário
Roberto vai se reunir com os representantes das agremiações (“de cinco em cinco”, diz ele) para discutir as condições do retorno. A expectativa é de iniciar as competições no primeiro fim de semana de outubro.
 
Os certames serão de tiro curto para que a temporada termine ainda em 2020. Existe a chance de prolongar as disputas até 2021, mas o convênio Funel/LUF, que banca as taxas de arbitragem e despesas de premiação, pode ser um entrave. O dirigente lembra que esse ano tem eleição municipal e não seria o ideal ter pendências para o próximo governo, que pode ter nova gestão.
 
“O convênio será celebrado, mas não gostaria de deixar um ‘restante a pagar’ para 2021 e não honrar ou atrasar o acerto com os árbitros. Ou podemos propor que o convênio pagaria 2020 e os clubes assumiriam as taxas de 2021”, explana.
 
A primeira rodada do Master, Infantil e Amador B, que foi realizada em março, será desprezada.
 
A e B juntos
Provavelmente os módulos A e B do Amador serão unidos num só campeonato, em formato de copa – com primeira fase de grupos, possivelmente de quatro integrantes cada, e depois mata-mata. Não haverá acesso e descenso.
 
O ganhador do título será considerado oficialmente o campeão amador da temporada. Caso o caneco fique com uma equipe do Módulo B, no ano seguinte ela continuará na Segundona, com a volta das duas divisões.
 
Domingo só pro Amador
Para encaixar tudo em 2020, o domingo ficará só para o Amador, com muitas rodadas duplas. Os sábados ficariam para as demais categorias, como o Master e os torneios de base. Sugestão de algumas rodadas durante a semana, à noite, não está descartada.
 
Junção de categorias na base
Para enxugar a agenda, deve ocorrer uma junção de categorias nas divisões de base. O Pré-Mirim e o Mirim seriam anexados, assim como o Infantil e o Juvenil. “Os times do Mirim teriam que escalar obrigatoriamente pelo menos quatro atletas do Pré-Mirim, e da mesma forma os do Juvenil usar do Infantil. E o Amador teria que englobar atletas do Junior”, pontua o presidente.
 
Forasteiros
E como fica a questão do pessoal de fora que vêm atuar aqui? Afinal, se Uberaba mantém números que permitam sonhar com o regresso do futebol, em outras cidades a situação é mais crítica. De início, a Funel posicionou que a saúde pública sobrepõe-se ao esporte e ao lazer nesses casos e os forasteiros não seriam admitidos. Contudo, de acordo com o mandatário da Liga, após conversa com o prefeito Paulo Piau, a proibição seria restrita às categorias de base. Mais polêmica.
 
Sem torcida
Bola rolando sem torcida, em campos fechados, não agrada Roberto. Se for assim, ele prefere não retomar as competições, deixando para o ano que vem. “Na onde verde, poderia ter torcida. Mas, se for flexibilizado na onda amarela sem torcida, não vejo sentido de voltar”, declara.
 
Sem testes
Não há condições de realizar testes de Covid-19 nos atletas, porém, cada um deverá assinar, a cada rodada, em documento anexo à súmula, um termo em que afirma não apresentar os sintomas da doença. Dentro do convênio, conforme o presidente, a LUF vai adquirir termômetros digitais para aferir a temperatura dos jogadores. Mais uma controvérsia, já que os sinais podem demorar dias para aparecer e há casos assintomáticos.
 
Punição?
E se a equipe não quiser participar? Haveria alguma penalidade? Seja por dificuldades para montar o elenco, devido à crise financeira causada pela pandemia; seja por não concordar com a possível exigência de partidas noturnas ou sem torcida (que movimentam os bares de onde muitos clubes tiram os recursos) ou sem atletas de fora; seja pelo simples temor pela saúde dos envolvidos; enfim, são muitos os motivos que fariam um time desistir. Todavia, Roberto garante que não acontecerá punição, como eliminação ou qualquer outra, nessas circunstâncias.
 
Onda vermelha
Polêmicas à parte, vislumbrar o futebol amador por enquanto é só suposição. É bom lembrar que os cuidados para evitar a disseminação do vírus precisam ser mantidos. Caso a região regrida para a onda vermelha, nem racha vai ter!

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