parapan-poliana-bronze-28-08-2019
Poliana com a medalha de bronze: gostinho de ouro
 
A uberabense Poliana Sousa conquistou a medalha de bronze no lançamento de dardo no Parapan de Lima, no Peru, nesta quarta-feira.
 
A atleta da Adefu (Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba) ficou em 3º lugar após superar o contratempo de ter a prova anulada na segunda-feira (26) e tendo ainda que competir sentindo uma lesão.
 
Poliana, que disputa a classe F54, cravou 14 metros no lançamento que valeu o bronze. A prata ficou com Sebastiana Arellano, dos EUA, com 15,46m. A colombiana Yanive Martinez foi a campeã, ganhando o ouro com 16,92m, recorde pan-americano.
 
Em papo com o REPLAY, a atleta da terrinha não escondeu a emoção. “Foi sofrida essa medalha, mas estou levando o bronze pro Brasil, pra Uberaba, com gostinho de ouro”.
 
Na segunda-feira, Poliana já tinha ficado em 3º lugar, mas, por erros na aferição das marcas, a prova foi anulada. Já nesta quarta, ela teve que superar outro problema: a dor. “Antes de vir para a prova tive uma contratura nas costas, travei, competi com dor, mas graças a Deus consegui”, relata.
 
O lançamento que valeu o pódio foi o sexto e último da série. “Não fiz minha melhor marca justamente pela dor. No último lançamento pensei em todas as pessoas que me apoiaram para que eu chegasse aqui e a medalha veio”, comemora.
 
A conquista vem depois de muito empenho nos treinos, se desdobrando entre o esporte e o trabalho na área administrativa do Sesc – que a liberou para o Parapan.
 
“Essa primeira medalha minha numa competição internacional tem um pedacinho de cada um que já passou pela minha carreira. E é a primeira de muitas que virão. Tem um gostinho de ouro pela vida dupla que levo, conciliando meu trabalho com o esporte, já que não consigo viver só para o esporte”, assinala.
 
Poliana também disputou o lançamento do disco na segunda-feira, ficando em 9º lugar, em uma modalidade que não treina. E, falando em treinos, após o pódio no dardo, ela já pensa na preparação para os próximos desafios. Antes, claro, a merecida comemoração e os agradecimentos a quem acreditou nela.
 
“Agradeço muito a todos os treinadores que passaram na minha vida, à Adefu, e principalmente à minha mãe Vanilda, minha irmã Greice, meu afilhado Luiz Miguel e meu noivo Alberth, que são minha base. Chegando no Brasil voltamos aos treinos, porque tem o Brasileiro e se Deus quiser agora é rumo a Tóquio”, diz a uberabense, vislumbrando a participação na Paralimpíada de 2020.
 
Bocha – Os atletas da bocha da Adefu, José Carlos Chagas e Ercileide Laurinda, iniciam nesta quinta-feira (29) a disputa em Lima.
 
Foto: acervo pessoal

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