Olá, queridos leitores!
 
Hoje o tema é iniciação esportiva, um tema muito importante por sinal. Iniciação esportiva é a primeira prática de forma organizada de uma ou mais modalidades esportivas.
 
O primeiro contato, na sua maioria, com alguma modalidade de forma organizada, se dá nas escolas, com os professores de Educação Física (falo de forma organizada porque o primeiro contato vem por meio do ambiente familiar, do dia a dia). Portanto, os professores têm um papel fundamental na formação das crianças.
 
No desenvolvimento infantil nós possuímos características específicas para cada fase. Sendo assim, nota-se a importância do professor de Educação Física para explorar cada fase de acordo com a idade da criança. A iniciação é um processo educacional com intuito de desenvolvimento de forma integral, obtendo melhoras na motricidade da criança, desenvolvendo habilidades como o correr, pular, organização de pensamentos através de jogos e brincadeiras... Por isso se indica a prática de várias modalidades, quanto mais esportes vivenciados, maior o repertório motor.
 
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Temos iniciação em casa e na escola, depois continuamos esse processo nas escolas de esportes ou projetos esportivos promovidos por ONGs ou serviço público, e quando um adolescente chega a ir para um clube, já inicia o processo de formação, as chamadas categorias de bases nos esportes coletivos e que possuem outras nomenclaturas em esportes individuais.
 
Dentro de uma escola de esporte existem dois quesitos que merecem destaque, educacional e formativo. Em todo o processo vai ter o aspecto educacional, onde se ensina os valores da modalidade, a socialização entre vários outros. Já no quesito formação é que vem o detalhe que merece atenção, formação significa a especialização de determinado esporte, ou seja, a criança ou adolescente já não pratica outro esporte e começa a fazer treinos mais direcionados àquele esporte de forma analítica (repetitivos, sequenciais) e não mais global (lúdico, brincadeira). Algum problema nisso? Depende!

coluna-iniciação-08-05-2020Primeiro ponto é que se possível os pais devem estimular a prática da várias modalidades para os filhos e decidirem juntos levando em consideração o desejo da criança em relação à modalidade que ela se sinta melhor. Vejo pais forçando filho para determinada modalidade que a criança não gosta. A criança que não leva jeito, mas gosta e sente prazer, se desenvolve melhor do que uma criança que até leva certo jeito para a modalidade, mas não gosta dessa prática.
 
Segundo ponto, a competitividade, uma maneira educacional muito importante e inteligente quando usada de forma moderada. Esse aspecto entra nos valores do esporte que levamos pra vida. No esporte, como na vida, tudo é concorrido, mas não devemos passar por cima dos nossos valores educacionais e morais a custo de uma vitória.
 
Competição de forma desordenada gera frustração, o que leva a desistência no esporte. Um dos maiores causadores da frustações é a competitividade de forma desordenada e a cobrança excessiva dos pais, isso mesmo, estudo mostra que crianças preferem ir às escolas esportivas com os avós do que com os pais, e o motivo foi justamente a cobrança excessiva, dando uma carga de responsabilidade para algo que deveria ser lazer.
 
Escolas esportivas têm como principal objetivo a questão educacional. Pode sim e deve ter a questão de formação, até porque nenhum pai vai querer pagar para que o filho/filha não aprenda os fundamentos básicos do esporte, mas a formação fica por conta dos clubes e ai a coisa fica um pouco mais séria. Inclusive falando sobre futebol, todos os clubes que quiserem ser considerado clube formador necessitam de cumprir várias normas impostas pela CBF e depois serem aprovados em fiscalização para que possam ter direitos econômicos sobre a formação de atletas.
 
Durante um ano estive como treinador do FCB Escola em São Paulo (Futbol Club Barcelona-SP) e cito esse caso porque foi um dos melhores exemplos e uma satisfação enorme quando tive acesso à metodologia do clube e tudo o que acontece na sua categoria de base La Masia em Catalunha. A preocupação era a mesma para todas as equipes de diferentes idades: cidadãos acima de tudo, valores como honestidade, respeito, cumplicidade entre vários outros eram muito bem entendidos pelos alunos e principalmente os pais. Pais não gritavam no alambrado, apoiavam o técnico em suas ações, apoiavam filhos e deixavam as crianças tomarem as decisões dentro de campo, não xingavam árbitro, muito menos o adversário.
 
Vale a pena investir em uma educação assim para seu filho? “Nem todos serão superatletas, mas podemos ter seres humanos melhores”.
 
Qual o tema que vocês querem ver aqui na nossa coluna esportiva? Entre em contato com a equipe do @jornalreplay ou comigo no meu @wtindurim e deixe sua sugestão.
 
Gratidão!
 
coluna-tindurim-2020Wellington Tindurim (@wtindurim)
- Graduado em Educação Física pela UNIP (Universidade Paulista)
- Especialista em treinamento funcional pela IHP (Institute of Human Performance) - Boca Raton - EUA
- Analista de desempenho - Universidade do Futebol
- Ex-atleta profissional de futebol e futebol americano
- Personal Trainer

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