bocha-adefu-copabrasil-jovens-04-08-2022 1
A técnica e calheira Janaína com a filha Karen, atleta da classe BC3
 
Duas paratletas da bocha da Adefu (Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba) participaram da Copa Brasil de Jovens, no CT Paralímpico de São Paulo-SP, na semana passada (29 e 30). Karen Maria Pessato, da classe BC3, e Ana Vitória Teixeira, da BC2, estiveram entre os mais de 40 jogadores do país na disputa.
 
O evento, promovido pela Ande (Associação Nacional de Desporto para Deficientes), tem como objetivo descobrir e aprimorar talentos na modalidade, jovens nascidos entre 2000 e 2009. Karen e Ana não passaram da primeira fase, porém, mostraram evolução, afirma a técnica Janaína Pessato. “Sem medalha, mas com excelente desempenho”, diz ela.
 
O time da Adefu contou ainda com a estafe Cinthia Santos. Janaína, que é também calheira da filha Karen, agradece o apoio da Funel, por meio do diretor de Paradesporto, Alexandre Max, que forneceu o transporte. “A competição foi excelente e a organização da Ande, impecável como sempre”.
 
Poucos treinamentos
Janaína comenta que as duas atletas treinaram pouco para a Copa Brasil. “A rotina de treinamento foi reduzida por tudo que passamos (pandemia) e depois com a dificuldade de transporte para os treinos. As duas ficaram fora do ciclo de competições, seja escolar, regional, e isso interfere muito no desempenho em uma competição de alto rendimento. Mesmo assim, o desempenho das duas melhorou bastante do Brasileiro (em maio), acima do esperado”.
 
bocha-adefu-copabrasil-jovens-04-08-2022 2
Ana Vitória, da BC2, em ação
 
Para a técnica, as apresentações das meninas permitem vislumbrar um futuro promissor. “Elas perderam jogos, mas sabendo o que estão fazendo na quadra, mesmo que às vezes perdendo o foco, o que é muito comum em iniciantes com paralisia cerebral. A Aninha tem o que corrigir, em relação à movimentação de cadeira, ao foco na quadra. A Karen melhorou bastante o foco. Em um jogo ganhou três parciais, desempenhou bem, brigou na quadra, ficou com raiva quando não conseguiu alcançar o que queria. Esses são os primeiros passos, porque se não consegue posicionar a cadeira, não consegue manter o foco, é porque o intelecutal não dá para a bocha, que exige muita concentração. O que isso tudo nos dá a entender é que melhoraram muito, e também que o treinamento está pouco”, explana.
 
Investimento
Testemunha dos benefícios do esporte para as crianças e jovens, tendo a filha Karen como exemplo, Janaína convoca os pais a levarem os filhos deficientes para o esporte na Adefu, qual seja a modalidade. Ao mesmo tempo, reconhece, o paradesporto precisa de mais apoio na cidade.
 
“Se a gente não investir no paradesporto, em treinamento, vamos sempre ficar na lanterninha. Disponibilidade do atleta para treinar, tem. Mas não temos transporte e nem profissional para treinar todos os dias. Elas treinam duas horas, três vezes na semana, e o necessário, para iniciantes, são no mínimo quatro horas todos os dias. É um treinador para todas as quadras, precisamos de um treinador em cada quadra, mais dois auxiliares. Então, acho que Uberaba faz milagre. O investimento diminuiu demais, se não der uma guinada, daqui uns dias não tem atleta para competir. Se não tiver investimento, vamos ficar pra trás, esquecidos”, desabafa.
 
A técnica frisa que o suporte sonhado não é apenas para o esporte de alto rendimento, mas também – e principalmente – para o desporto de iniciação. “O esporte é o maior veículo para a transformação social”, conclui.
 
Fotos: Ale Cabral/CPB e Grazie Batista/Ande

Parceiros 

cmu-ação
 
anuncie boxe-ok

sancelo
 
dda
 
river2022
 
sm
 
perfetto
 
radio10

ckfitness

corintiano
Scroll to top